Viver sob a influência do arquétipo de "Hera"



O arquétipo de Hera só se manifesta nas mulheres na segunda metade da vida. Basicamente a mulher-Hera quer duas coisas: igualdade e parceria. Para justificar suas aspirações tenderá  enfatizar o conceito de dever no seu casamento. A esposa-Hera é muito extrovertida, o que significa dizer que é muito sociável, gosta de interagir com outras pessoas. Ela foi criada para sentar-se ao trono ao lado do marido. Aquela história de que atrás de um homem existe uma grande mulher, é a mais pura verdade e ela é uma Mulher-Hera. O que acontece entretanto, que raras as vezes políticos e governantes aceitam  compartilhar seu poder com suas esposas, o que pode levá-las à completa frustração.

Quando os gregos começaram a mencionar e documentar os conflitos conjugais entre Zeus e Hera, estivessem aludindo as tensões que podem nascer não apenas do relacionamento entre os sexos no casamento, mas também da inevitável desproporção entre o poder público e o poder privado. Por debaixo desta dinâmica é fácil visualizar as rixas entre Hera e Zeus.

Desde a época das "Mulheres Megéricas de Shakespeare, a mulher-Hera tem assombrado a sociedade. Os psicanalistas as chamam de "mulheres fálicas", que esboçam uma associação psicológica com a mulher-Amazona. Caso seu impulso fálico seja desdenhado por uma parceria desigual, ela entra em colapso, poderá perder o controle e acabar sendo impelida por aquilo que deseja controlar. Os junguianos denominam este fato como "possessão de animus", quando o lado masculino frustrada da mulher, destrutivamente governa os vários aspectos de sua vida íntima. Quem teve a oportunidade de ver o filme "Atração Fatal", sabe a que me refiro.

Viver sob a influência do arquétipo de "Ártemis"



Todos nós conhecemos a imagem de Artemis, que foi esculpida e pintada como uma deusa lunar esquia, virginal, acompanhada de cães ou leões e trazendo um arco dourado nos mãos. Ela era a deusa mais popular da Grécia. Ela habita as f1orestas, bosques e campinas verdejantes, onde dança e canta com ninfas que a acompanham. Em seu culto, estão presentes danças orgiásticas e o ramo sagrado. Ela era uma deusa de múltiplas facetas associadas ao domínio da lua, virgem, caçadora e parteira e de fato representa o feminino em todos os seus aspectos. Ártemis, e a mais antiga de todas as Deusas gregas. Alguns autores traçam suas origens às tribos caçadoras de Anatólia, que teria sido a morada das míticas amazonas. Outros afirmam sua descendência provêm da grande deusa da natureza Cibele, no Ásia Menor, uma Senhora das Feras que costumava estar sempre rodeada de leões, veados, pássaros e outros animais. Mas de acordo com Walter Burkert em “ Greek Religion”, é provável que Artemis remonte a era paleolítica, pois em sua homenagem os caçadores gregos penduravam as chifres e peles de suas presas numa árvore ou em uma pi1astra em forma de maça. 

1º módulo " As Deusas Gregas em Cena"


2º módulo " As Deusas Gregas em Cena"



Em Busca do Santo Graal: o Mistério do Vaso Redentor Feminino

Um poderoso rei está deitado e doente, seus genitais estão sangrando, a terra está vazia, nada cresce. Apenas a visão de um vaso misterioso e brilhante, o Graal, pode aliviar sua dor. Um jovem herói, da corte de Artur, por acaso vai parar no castelo escondido, vê o rei mas não consegue curá-lo, pois não entende o significado mais profundo do sofrimento do rei e a crucial importância do Santo Graal. Ainda hoje vivemos na Terra Infértil, dos princípios masculinos viciados em poder e guerras. Poderemos encontrar o Graal e a Deusa perdida?

Viver sob a influência do arquétipo "Deméter".

Por mais belo que se pinte um quadro de uma mãe com o filho nos braços, ele estará longe de ser a realidade para a maioria das mães das sociedades industrializadas e urbanas do Ocidente. As pressões financeiras, privam a mulher de permanecer no seio da família, cuidando de seus amados filhos. Até a licença-maternidade, através de duras penas conseguida, possui um tempo vergonhosamente limitado, pois a volta ao trabalho quase de imediato, não permitem que a mãe acompanhe o desenvolvimento de seu bebê. Além de ser estigmatizada por tal feito, pois ter um filho em nossos dias, significa estar fora de ação, inativa e lhes é somente permitido olhar saudosamente para o mundo que caminha sem elas.

Deméter sofre com o eclipse em nossa civilização. As mulheres que representam seu modo de ser, não têm condições de competir com as mulheres mais instruídas, pois a Deméter natural não é tão intelectualizada. Ela adora apenas criar seus filhos e acaba ficando muito sentimentalizada, tratada com condescendência e destituída do poder por suas irmãs feministas.

Deméter nas antigas comunidades agrárias, tinha dignidade, autoridade e uma vida bastante gratificante. Tudo se perdeu numa sociedade onde tudo é subserviente às exigências econômicas do monopólio do consumo.


Próximo Workshop:
http://deepmemoryprocess.blogspot.com.br/2013/12/as-deusas-gregas-em-sc.html

"A Deusa Interior" O livro de Roger Woolger

" Cada uma das deusas nos lembrará, de sua própria maneira do feminino eterno por trás de todo ser humano, da grande deusa e de suas infinitas manifestações".

de Roger Woolger.Ph.D